Uma sessão solene em homenagem ao Dia Nacional da Consciência Negra, comemorada no dia 20 de novembro, foi realizada nesta quarta-feira, 22, atendendo a um requerimento do deputado Paulo Mourão (PT). A solenidade foi marcada por momentos de reflexão, homenagens e reivindicações por mais espaços e representatividade na sociedade. Apresentações artísticas e musicais abrilhantaram a solenidade que homenageou 14 personalidades que se destacaram no Tocantins.

Foram agraciadas com a honraria a artesã da comunidade Quilombola Mumbuca, Ana Claudia Matos, o professor André Luiz Gomes, o radialista Ednilson Soares (Nilson Bitar), o médico Eduardo Manzano, o cantor e compositor Everton dos Andes, o coreógrafo e produtor cultural Francisco das Chagas (B. boy Robson). Também foram lembrados o professor da UFT, Geraldo Silva (in memorian) e José Iramar Silva (in memorian), que foi fotógrafo, cinegrafista e diretor teatral dos grupos Chama Viva e Renascimento.

Ainda receberam homenagens a representante da Casa Candoblé, Izailde Clara Barbosa, a secretária da Associação dos Remanescentes Quilombolas da Ilha de São Vicente em Araguatins, Maria de Fátima Batista, a jornalista e coordenadora do Instituto Crespas, Maria José Cotrim, a artista plástica e coreógrafa, Maria Lúcia Fernandes, o professor Manuel Barbosa e a coronel da Polícia Militar Rosa Inês Sousa.

Nos pronunciamentos os homenageados enfatizaram a importância da autoafirmação e a consciência da identidade negra. A jornalista Maria José Cotrim destacou que apesar de os negros representarem 70% da população tocantinense, ainda é pequena a representatividade em cargos de decisão. Ela cobrou políticas públicas voltadas para as reais necessidades dos negros, como secretarias para tratar de políticas para negros e delegacia especializada.

“Precisamos que essa Casa de Leis elabore projetos que beneficiem os negros, queremos igualdade de disputas, de espaços e oportunidades, precisamos combater o racismo e mudar esses índices negativos”, ressaltou Cotrim.

O radialista Nilson Bitar refletiu que a sociedade precisa evoluir e ver os negros com igualdade. “Os negros sempre se destacaram pela força física e artística, está na hora de reconhecer que somos iguais em talentos intelectuais também, o que mudam são as oportunidades”, enfatizou Bitar.

O deputado Paulo Mourão também concordou que o Governo precisa rever as políticas de inclusão para negros e que a Casa de Leis está disposta a debater o tema com entidades e órgãos competentes para que solicitações sejam atendidas. (Maisa Medeiros)