O deputado Vilmar Oliveira (SD) usou a tribuna na sessão desta quarta-feira, 20, para repercutir uma denúncia do prefeito de Formoso do Araguaia, Wagner da Gráfica, sobre a interdição do Hospital Municipal Hermínio Azevedo Soares na tarde desta terça-feira, 19.  O embargo deve-se a infrações sanitárias em setores da Unidade Hospitalar constatadas por meio de fiscalização da Vigilância Sanitária do Estado.

Em defesa do prefeito e da população de Formoso, o deputado Vilmar fez duras criticas ao Governo e lamentou as consequências de tal ato, considerado pelo parlamentar perseguição pelo fato de Wagner não ter apoiado a candidatura de Mauro Carlesse (PHS) ao governo do estado. “Não podemos aceitar que a população fique sem assistência médica por causa de questões políticas” frisou.

Além de Vilmar, os deputados Elenil da Penha (MDB) e Nilton Franco (MDB) criticaram a gestão do Governo na área da Saúde nas cidades de Araguaína e em Palmas. Algumas queixas foram dirigidas à demora na resolução de problemas na estrutura das Unidades e à longa espera de pacientes para a realização de cirurgias.

Para o deputado Junior Evangelista (PSC), os problemas da Saúde são consequências de má gestão de governos anteriores. “Sabemos que tumultuar a gestão neste momento não vai ajudar a população, portanto esta Casa de Leis precisa ser sensata, e deve compreender que o governo atual está interessado em resolver esses problemas e em melhorar a Saúde no Estado”, argumentou o deputado.

O parlamentar Eli Borges (PROS) também fez questão de esclarecer que a medida tomada pela Vigilância Sanitária foi resultado de uma ação ocorrida em 2016, que definiu o prazo para providências da administração municipal em relação à Unidade. A última vistoria já estava agendada desde março deste ano, para verificar se foram realizadas as adequações exigidas pela Promotoria da região.

“Temos certeza que o governo não tem a intenção de prejudicar nenhum paciente, pois a ação já era prevista antes dele assumir o Governo. Ocorre que a secretaria da Saúde teve que interditar lavanderia, cozinha, laboratório de analises clínicas e pronto socorro, devido ao risco eminente à saúde dos usuários. Quanto aos problemas em outros hospitais do Estado o governo terá oportunidade de resolver a partir dos próximos meses. E vamos acompanhar de perto todo esse processo”, justificou Eli Borges.

Ainda na sessão, a deputada Valderez Castelo Branco (PP) esclareceu que a Secretaria da Saúde do Estado, por meio da Vigilância Sanitária, já autorizou a desinterdição dos setores da Unidade que passaram por vistoria. Tal Secretaria Estadual atendeu a um pedido da Secretaria Municipal de Formoso do Araguaia, que solicitou um prazo de 45 dias para tomada de providências e adequações. (Maisa Medeiros)