Geo afirma: a falta de respeito e de posse têm descredibilizado os concursos públicos do Tocantins
Após conversar com professores membros da Comissão dos Aprovados da Educação (Seduc), presentes na tribuna do plenário na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), o deputado estadual Professor Júnior Geo (PSDB) fez pronunciamento para manifestar uma cobrança, que ele classificou justa, de professores concursados que nunca tomaram posse, o que segundo o parlamentar, tem desmotivado os concurseiros e descredibilizado o concurso público no Estado do Tocantins. O pronunciamento aconteceu durante sessão ordinária desta quarta-feira, 4 de março.
Descaso
“A realização do concurso público e a efetiva posse dos aprovados é fator de desenvolvimento do Tocantins, mas, o descaso para com os aprovados gera a incerteza, a insegurança e a desmotivação”, afirmou Geo, acrescentando que quando se capacita servidor contratado, a sua formação fica como um investimento público perdido por falta de continuidade e recorrentes desligamentos de cargos não efetivos. “Isso é gestão”, destacou o deputado.
Dignidade
“Nós precisamos dar aqueles que se dedicaram, estudaram e foram aprovados no concurso, o seu direito de posse. É preciso fazer com que isso ocorra", frisou o professor.
Que são 130?
Júnior Geo classificou de infeliz o anúncio do chamamento de 130 aprovados, num universo de 3.700 professores do quadro reserva. “O governador e o secretário da Educação anunciaram isso como se fosse uma vitória. Que são 130? O quantitativo não dá para cobrir sequer, um professor por município, pois temos 139” – argumentou o Professor Geo, informando que o número de contratos na Educação supera o dobro do número de professores que aguardam a posse no quadro de reserva.
Descrédito
Para o Professor Júnior Geo, a falta de posse e de respeito para com os concurseiros têm feito os poucos concursos caírem em descrédito. “Quem vai querer prestar concurso no Tocantins se, mesmo aprovados, não tomarem posse?”, indagou o deputado.
Espera Aí
Para embasar seus argumentos com outro exemplo, Geo lembrou o concurso da Polícia Militar (PM-TO).“Eram 600 vagas para soldado e depois do concurso realizado falam para os aprovados: mas fiquem aí esperando porque vão ser só 200 que vão fazer o curso de formação em 2026; Daí, chamaremos mais 200 em 2027 e os outros 200 em 2028 e o cidadão vai entrar na PM já com quase 40 anos? Olha só o tipo de situação que está se fazendo com o concurso público no Tocantins!”, ressaltou o parlamentar.
Apelo a Amélio
Ao se lembrar que o presidente da Aleto é pré-candidato a governador, Geo fez um apelo. “Presidente Amélio Cayres, se vossa excelência for eleito e assim Deus o permitir, que Vossa Excelência venha tratar com mais respeito, os professores do quadro reserva da Educação, caso não sejam chamados neste ano, com dignidade, que se faça justiça e deem-lhes a posse, como lhes é de direito”, pediu Júnior Geo.
Defesa de Direitos
O deputado que é professor de carreira do IFTO e leciona em cursinhos preparatórios para concursos, há mais de 25 anos no Tocantins, falou sobre a má fama que tentam imprimir a ele contra os servidores contratados.
O único
“Fui o único deputado que defendeu o direito dos contratados de receber o mesmo salário que o concursado em início de carreira; Fui o único que bateu de frente para defender aqueles que, nem sequer, recebiam o piso do magistério e ainda não pagavam o PROFE porque são contratos, mas depois, o secretário da Educação envergonhado, passou a pagar o piso”, lembrou Geo.