Geo afirma: a falta de respeito e de posse têm descredibilizado os concursos públicos do Tocantins

Por Marimar Aiala
04/03/2026 17h47 - Publicado há 2 horas
Pronunciamento aconteceu durante sessão ordinária desta quarta-feira, 4 de março.
Pronunciamento aconteceu durante sessão ordinária desta quarta-feira, 4 de março.
Koró Rocha / HD

Após conversar com professores membros da Comissão dos Aprovados da Educação (Seduc), presentes na tribuna do plenário na Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), o deputado estadual Professor Júnior Geo (PSDB) fez pronunciamento para manifestar uma cobrança, que ele classificou justa, de professores concursados que nunca tomaram posse, o que segundo o parlamentar, tem desmotivado os concurseiros e descredibilizado o concurso público no Estado do Tocantins. O pronunciamento aconteceu durante sessão ordinária desta quarta-feira, 4 de março.

Descaso

“A realização do concurso público e a efetiva posse dos aprovados é fator de desenvolvimento do Tocantins, mas, o descaso para com os aprovados gera a incerteza, a insegurança e a desmotivação”, afirmou Geo, acrescentando que quando se capacita servidor contratado, a sua formação fica como um investimento público perdido por falta de continuidade e recorrentes desligamentos de cargos não efetivos. “Isso é gestão”, destacou o deputado.

Dignidade

“Nós precisamos dar aqueles que se dedicaram, estudaram e foram aprovados no concurso, o seu direito de posse. É preciso fazer com que isso ocorra", frisou o professor.

Que são 130?

Júnior Geo classificou de infeliz o anúncio do chamamento de 130 aprovados, num universo de 3.700 professores do quadro reserva. “O governador e o secretário da Educação anunciaram isso como se fosse uma vitória. Que são 130? O quantitativo não dá para cobrir sequer, um professor por município, pois temos 139” – argumentou o Professor Geo, informando que o número de contratos na Educação supera o dobro do número de professores que aguardam a posse no quadro de reserva.

Descrédito

Para o Professor Júnior Geo, a falta de posse e de respeito para com os concurseiros têm feito os poucos concursos caírem em descrédito. “Quem vai querer prestar concurso no Tocantins se, mesmo aprovados, não tomarem posse?”, indagou o deputado.

Espera Aí

Para embasar seus argumentos com outro exemplo, Geo lembrou o concurso da Polícia Militar (PM-TO).“Eram 600 vagas para soldado e depois do concurso realizado falam para os aprovados: mas fiquem aí esperando porque vão ser só 200 que vão fazer o curso de formação em 2026; Daí, chamaremos mais 200 em 2027 e os outros 200 em 2028 e o cidadão vai entrar na PM já com quase 40 anos? Olha só o tipo de situação que está se fazendo com o concurso público no Tocantins!”, ressaltou o parlamentar.

Apelo a Amélio

Ao se lembrar que o presidente da Aleto é pré-candidato a governador, Geo fez um apelo. “Presidente Amélio Cayres, se vossa excelência for eleito e assim Deus o permitir, que Vossa Excelência venha tratar com mais respeito, os professores do quadro reserva da Educação, caso não sejam chamados neste ano, com dignidade, que se faça justiça e deem-lhes a posse, como lhes é de direito”, pediu Júnior Geo.

Defesa de Direitos

O deputado que é professor de carreira do IFTO e leciona em cursinhos preparatórios para concursos, há mais de 25 anos no Tocantins, falou sobre a má fama que tentam imprimir a ele contra os servidores contratados.

O único

“Fui o único deputado que defendeu o direito dos contratados de receber o mesmo salário que o concursado em início de carreira; Fui o único que bateu de frente para defender aqueles que, nem sequer, recebiam o piso do magistério e ainda não pagavam o PROFE porque são contratos, mas depois, o secretário da Educação envergonhado, passou a pagar o piso”, lembrou Geo.

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